Viajar com milhas é mais barato?

Quando se fala em passagens aéreas, muita gente se pergunta se viajar com milhas é realmente mais barato do que pagar a passagem no dinheiro. A resposta depende de alguns fatores, como a rota, a disponibilidade de assentos e as promoções oferecidas pelas companhias aéreas. Vamos comparar as duas opções e entender as vantagens e desvantagens de cada uma.

Vantagens de viajar com milhas

  1. Economia significativa: Dependendo da emissão, usar milhas pode ser muito mais barato do que pagar em dinheiro, especialmente em promoções de resgate.

No Manual do Passageiro disponibilizamos disponibilidades de passagens aéreas com milhas que muita das vezes é mais barato que a passagem no dinheiro. Sempre vai ser mais barato? Na maioria das vezes sim, mas vai ocorrer casos que não vai compensar e é completamente normal!

Acesso a promoções exclusivas: Companhias aéreas e programas de fidelidade lançam ofertas especiais que permitem viajar com menos pontos.

    De fato, para quem está mais antenado com o mundo das milhas sempre encontra mais oportunidades com a ajuda de ferramentas como seats.aero que ajuda a achar sempre os resgates mais baratos

    Flexibilidade no pagamento: Acumular milhas com gastos no cartão de crédito e compras do dia a dia permite viajar sem gastar um valor alto de uma só vez.

    Muita das vezes os programas de fidelidade tem condições interessantes na Smiles por exemplo, que é o programa de fidelidade da GOL temos a opção de se caso achar algum resgate interessante podemos reservar a passagem mesmo sem ter as milhas e fazer o pagamento em até 60 dias antes da viagem. Essa ferramenta se chama “Viaje Fácil”

    1. Possibilidade de upgrades: Em alguns casos, é possível conseguir assentos em classes superiores usando milhas.

    Desvantagens de viajar com milhas

    1. Disponibilidade limitada: Nem sempre há assentos disponíveis para emissão com milhas, especialmente em datas concorridas.
    2. Taxas e encargos: Algumas emissões exigem o pagamento de taxas adicionais que podem tornar a viagem menos vantajosa. Como exemplo de taxas que pode tornar bem mais caro é a famosa e controversa “taxa de combustível” cobrada por algumas empresas aéreas que as vezes impossibilita o resgate com milhas
    3. Desvalorização das milhas: Programas de fidelidade podem reajustar suas tabelas, tornando as emissões mais caras com o tempo.
    4. Necessidade de planejamento: Para obter as melhores oportunidades, é preciso acompanhar promoções e resgatar as passagens no momento certo.

    Comparando um exemplo real

    Vamos supor uma viagem de São Paulo para Miami. Em um determinado período, encontramos as seguintes opções:

    • Compra no dinheiro: R$ 1.750,00 o trecho
    • Emissão com milhas: 50.000 milhas + R$ 350 em taxas

    Se considerarmos um custo de R$ 15 por cada 1.000 milhas (com base em compras promocionais ou acumulação via cartão de crédito), o valor total da emissão com milhas seria aproximadamente R$ 750,00 + R$ 350 de taxas, totalizando R$ 1.100. Neste caso, viajar com milhas seria 59% mais barato do que comprar a passagem em dinheiro.

    Conclusão: vale a pena viajar com milhas?

    Viajar com milhas pode ser muito mais barato, mas requer planejamento. Para maximizar os benefícios, é importante ficar atento a promoções de resgate, evitar a desvalorização dos pontos e saber calcular se a emissão realmente compensa. No fim, a escolha entre pagar no dinheiro ou usar milhas vai depender da sua estratégia e do momento da viagem.

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    Diego Nunes

    Fundador do Manual do Passageiro e especialista em emissões de passagens aéreas, milhas e cartões de crédito.

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